O Sebrae, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará, trabalha desde 1974 pelo desenvolvimento sustentável das empresas de pequeno porte paraenses.
É sabido que, tradicionalmente, tem-se pautado em modelo organizacional que tem privilegiado as ações atreladas aos instrumentos de natureza educacional, tecnológica, mercadológica, creditícia, e, mais recentemente, aqueles vinculados ao DLIS – Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável.
Tais ações expressam atualmente a nossa forma de “intervenção” com fins a transformar a realidade sócio-econômica das localidades ou municipalidades de nosso Estado alvo de nossa programação.
É crença dominante no seio deste SEBRAE/PA que só a educação será capaz de transformar a realidade em questão, por meio de adensamento das ações, junto aos atores, que resultem na elevação do seu capital social, do capital intelectual e do capital empresarial.
A atuação em educação tem-se dado nas vertentes de gestão, de cooperação e de empreendedorismo, consumindo hoje em torno de ¾ dos recursos consignados em orçamento ordinário e adicional, o que patenteia o nosso propósito maior acima por meio dessas ações em educação.
Ocorre que se depara diante de uma realidade extremamente dinâmica, onde nenhuma estrutura se torna capaz de atender demandas, em qualidade e custos, caso a mesma não seja adequada, redirecionando estratégias e, por conseguinte, sua maneira de atuar.
A resposta para isso, tem sido redirecionar nossos esforços para atuação focada em arranjos produtivos locais (APL´s), privilegiando o acesso às oportunidades de desenvolvimento às comunidades que lidam com os referidos APL´s ou setores de prioridade estratégica ao desenvolvimento do Estado, além de contribuir para a emergência de novas formas de ocupação com respectiva geração de trabalho e renda.
A nova filosofia de atuação consiste fundamentalmente nos princípios e conceitos que preconizam a Tecnologia Empresarial Social, mediante apoio consultivo do Instituto Aliança.
Essa tecnologia contempla, como sendo o seu “pilar”, o Homem, a Comunicação e o Negócio, justamente os elementos vitais com vistas ao alcance do propósito maior da organização, mormente em relação às expectativas, de um lado, do Conselho Deliberativo, e, de outro, dos Beneficiários e Clientes.
Em 2004, tendo como base os fundamentos dessa tecnologia, nos reestruturamos por meio de criação de Unidades de Negócios (UN) que estão interagindo diretamente com a realidade sócio-econômico local ou municipal, visando à sua transformação, em matéria de desenvolvimento dos seus principais APL´s.
Foram criados organismos denominados Centros de Resultados (CR) no âmbito de cada Unidade de Negócio (UN), na proporção da relevância dos APL´s para alavancar o desenvolvimento sócio-econômico local ou municipal. Já como suporte às áreas (finalísticas) que se voltam diretamente para atender Beneficiários e Clientes, temos as Organizações Dinâmicas nas vertentes de Apoio Administrativo e de Apoio Técnico.
Ou seja, em 2004, todas a ações voltadas para o atendimento às demandas de Beneficiários e Clientes dar-se-ão pelas Unidades de Negócios, através de seus Centros de Resultados, cujo planejamento e respectivos indicadores de execução, estará consubstanciado na pactuação de resultados que os atores firmam entre si, consolidados nos respectivos Programas de Ação e Programação Orçamentária compromissado pela Diretoria Executiva e referendado pelo Conselho Deliberativo do SEBRAE/PA.
Tamanha capilaridade pode dar a impressão de tratar-se de uma instituição de grande porte. Mas, diante do universo brasileiro das micro e pequenas empresas, essa impressão é falsa. Veja os dados:
O Sebrae/Pa busca criar, por vários mecanismos (capacitação, mobilização, disseminação do empreendedorismo e do associativismo, entre outros), um ambiente radicalmente favorável à sustentabilidade e ampliação dos pequenos negócios. Esse ambiente passa por menor carga tributária, menos burocracia, acesso ao crédito, à tecnologia e ao conhecimento. A instituição opera justamente para atenuar esses cinco grandes gargalos. Nesse sentido, o Sebrae instituiu áreas prioritárias de ação para o periodo 2003/2005.